- E tu consumirias ? (comenta por favor)
Esperança da Tecnologia
A população mundial cresceu muito nos fins do século passado e deu-se uma explosão demográfica, por isso tem sido repetida a ideia de que os alimentos não chegariam para alimentar todos os seres humanos que iam nascendo ao ritmo desse fim de século. Por esta razão, surgiu a recente necessidade de se produzirem novos alimentos, os chamados "alimentos transgénicos" que através de alterações genéticas levadas a cabo pela Engenharia Genética, aplicada à agricultura, podem crescer mais rápido ou em maiores quantidades e assim assegurar a continuação da espécie humana.
sábado, 6 de março de 2010
Biotecnologia na Conferência da FAO
(4 de Março de 2010)
"Cerca de 300 pesquisadores e técnicos estão reunidos na Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) no México para discutir o uso da biotecnologia na agricultura de países em desenvolvimento, frente aos desafios de combate à fome e à pobreza e das mudanças climáticas.
De acordo com a FAO, as novidades da biotecnologia podem representar um importante avanço e duplicar a produção de alimentos até 2050, além de fazer frente aos problemas gerados pelas mudanças climáticas. Porém, há uma ênfase exagerada e restrita nos organismos geneticamente modificados (OGMs) o que deixa de lado a exploração plena de outras formas de biotecnologia e sua contribuição em potencial para a agricultura, como por exemplo o uso de biofertilizantes.
"Cerca de 300 pesquisadores e técnicos estão reunidos na Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) no México para discutir o uso da biotecnologia na agricultura de países em desenvolvimento, frente aos desafios de combate à fome e à pobreza e das mudanças climáticas.
De acordo com a FAO, as novidades da biotecnologia podem representar um importante avanço e duplicar a produção de alimentos até 2050, além de fazer frente aos problemas gerados pelas mudanças climáticas. Porém, há uma ênfase exagerada e restrita nos organismos geneticamente modificados (OGMs) o que deixa de lado a exploração plena de outras formas de biotecnologia e sua contribuição em potencial para a agricultura, como por exemplo o uso de biofertilizantes.A Conferência pode ser acompanhada ao vivo pela Internet
(http://www.fao.org/) e termina nesta quinta-feira (Envolverde)"
http://www.abril.com.br/noticias/economia/biotecnologia-conferencia-fao-939326.shtml
Mas agora fica uma pergunta para vocês...
- Achas que os transgénicos podem ser uma solução para a fome no Mundo? (por favor deixa o teu comentário)
sábado, 9 de janeiro de 2010
Quercus quer fora do mercado milho suspeito de matar vacas na Alemanha
Lisboa, 16 Dez
A associação ambientalista Quercus pediu hoje ao Governo que retire do mercado todo o milho geneticamente modificado por suspeitas de que uma variedade utilizada em alimentos de consumo humano e rações tenha matado 12 animais na Alemanha.
"O Governo tem por obrigação zelar pela segurança alimentar básica" dos portugueses, defendeu, em declarações à Agência Lusa, Margarida Silva, da Associação Nacional de Conservação da Natureza - Quercus.
Na origem deste pedido está a suspeita de que uma variedade de milho transgénico (geneticamente modificado para ser mais resistente a insectos) aprovada na União Europeia tenha causado a morte de 12 vacas no estado de Hesse, Alemanha, entre 1997 e 2001.
Segundo a Quercus, as investigações realizadas até agora "excluíram outras possíveis razões para as mortes, como doenças comuns ou erros na prática pecuária".
As suspeitas recaem sobre uma variedade de milho transgénico (Bt-176) utilizada nas rações dos animais e produzido pela Syngenta (ex-Novartis), que, de acordo com a associação, pagou já uma indemnização ao agricultor alemão, embora se recuse a reconhecer oficialmente a sua responsabilidade.
Enquanto prosseguem as investigações, e não se sabe a real causa de morte dos animais, a Quercus pede que se retirem estes produtos da cadeia alimentar humana.
"Apesar de não estar provado que a causa da morte foi o milho transgénico, trata-se da elementar precaução enquanto esta situação não estiver resolvida, tirá-lo do mercado. O Governo tem de suspender a sua circulação, não pode arriscar", continuou Margarida Silva, apelando à acção do Ministério do Ambiente.
O milho Bt-176 está aprovado na União Europeia desde 1997, sendo utilizado tanto na alimentação humana como em rações animais.
A maioria dos produtores alimentares mais importantes, assim como as marcas próprias dos supermercados indicam já nos rótulos a presença de organismos geneticamente modificados (OGM) nos respectivos produtos quando esta é superior a um por cento.
No entanto, nas rações animais e óleos alimentares, por exemplo, essa rotulagem só vai passar a existir a partir do próximo ano.
Resultados de análises científicas citadas pela Quercus revelam que a proteína transgénica presente no milho Bt-176 não se degrada no aparelho digestivo como seria de esperar, aparecendo nos estômagos, intestinos e excrementos das vacas e ratos testados.
Para os ambientalistas, uma decisão do Governo neste caso é particularmente importante por estar para breve "a aprovação para fins alimentares de uma outra variedade de milho da Syngenta, o milho Bt-11, que forma o mesmo tipo de proteína transgénica".
Retirado de: http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2003/12/17b.htm
- Poderá este milho prejudicial à saúde dos humanos?
Como se produzem os OMG's ?

Para se produzir organismos transgénicos recorre-se a vários métodos e técnicas de obtenção.
Métodos:
- Método de bombardeamento: Segundo o método de bombardeamento, micropartículas de um metal (tungstênio ou ouro) são revestidas por fragmentos de DNA contendo os genes selecionados. Através de um aparelho ("canhão de genes"), as partículas são aceleradas a altas velocidades e bombardeiam o tecido vegetal que vai sofrer a transformação. As partículas penetram nas células e libertam os fragmentos de DNA. As células da planta assimilam os genes e alguns passam a integrar o genoma.
- Método de infecção por bactérias: O método de infecção por bactérias, em vez do bombardeamento de genes, usa bactérias para infectar a planta a ser modificada e transportar os novos genes para o seu genoma. O que os cientistas fazem é substituir os genes infectados, que ficam no plasmídeo Ti (T-DNA) da bactéria, pelos genes selecionados. Células de embriões da planta que se quer modificar são colocadas em contato com uma suspensão contendo as agrobactérias (são bactérias do solo com capacidade de se associarem espontaneamente a algumas plantas e transferir naturalmente alguns dos seus genes para elas). Ao infectar os embriões, elas transferem para o genoma da nova planta os genes com as instruções para dar as características desejadas.
- Regeneração das plantas a partir de células transformadas: Uma vez inserido o gene na célula vegetal, por um dos métodos mencionados acima, esta célula ou grupos delas são estimuladas a gerar uma planta transformada.
A transformação de uma célula vegetal é um tipo de manipulação genética que atende ao mesmo princípio da transformação de microrganismos, estabelecido pela primeira vez em 1973, quando Stanley e Cohen, em São Francisco, introduziram o gene proveniente de uma rã numa bactéria. No entanto, há diferenças conceituais entre a situação com microrganismos e com plantas: nos primeiros, os objetivos finais são mudanças operadas no nível celular, enquanto que em eucariotos superiores, como plantas e animais, as mudanças obtidas no nível celular não são significativas, a não ser que possam ser transferidas para todas as células do organismo. Ou seja, o domínio das técnicas de regeneração de plantas inteiras a partir de uma única célula é condição fundamental na biotecnologia aplicada para a agricultura. E como cada espécie de planta tem diferentes exigências hormonais, nutricionais e ambientais para a regeneração, esta etapa ainda representa o maior fluxo na criação de plantas transgênicas, embora esta técnica já esteja estabelecida para inúmeras plantas de interesse económico.
Métodos:
- Método de bombardeamento: Segundo o método de bombardeamento, micropartículas de um metal (tungstênio ou ouro) são revestidas por fragmentos de DNA contendo os genes selecionados. Através de um aparelho ("canhão de genes"), as partículas são aceleradas a altas velocidades e bombardeiam o tecido vegetal que vai sofrer a transformação. As partículas penetram nas células e libertam os fragmentos de DNA. As células da planta assimilam os genes e alguns passam a integrar o genoma.
- Método de infecção por bactérias: O método de infecção por bactérias, em vez do bombardeamento de genes, usa bactérias para infectar a planta a ser modificada e transportar os novos genes para o seu genoma. O que os cientistas fazem é substituir os genes infectados, que ficam no plasmídeo Ti (T-DNA) da bactéria, pelos genes selecionados. Células de embriões da planta que se quer modificar são colocadas em contato com uma suspensão contendo as agrobactérias (são bactérias do solo com capacidade de se associarem espontaneamente a algumas plantas e transferir naturalmente alguns dos seus genes para elas). Ao infectar os embriões, elas transferem para o genoma da nova planta os genes com as instruções para dar as características desejadas.
- Regeneração das plantas a partir de células transformadas: Uma vez inserido o gene na célula vegetal, por um dos métodos mencionados acima, esta célula ou grupos delas são estimuladas a gerar uma planta transformada.
A transformação de uma célula vegetal é um tipo de manipulação genética que atende ao mesmo princípio da transformação de microrganismos, estabelecido pela primeira vez em 1973, quando Stanley e Cohen, em São Francisco, introduziram o gene proveniente de uma rã numa bactéria. No entanto, há diferenças conceituais entre a situação com microrganismos e com plantas: nos primeiros, os objetivos finais são mudanças operadas no nível celular, enquanto que em eucariotos superiores, como plantas e animais, as mudanças obtidas no nível celular não são significativas, a não ser que possam ser transferidas para todas as células do organismo. Ou seja, o domínio das técnicas de regeneração de plantas inteiras a partir de uma única célula é condição fundamental na biotecnologia aplicada para a agricultura. E como cada espécie de planta tem diferentes exigências hormonais, nutricionais e ambientais para a regeneração, esta etapa ainda representa o maior fluxo na criação de plantas transgênicas, embora esta técnica já esteja estabelecida para inúmeras plantas de interesse económico.
De seguida, encontram-se as Técnicas!
Vantagens e Desvantagens da Utilização dos OMG

- As vantagens da utilização dos OGM's são:
- Em cada nova "construção", é possível usar um gene e um promotor para funcionarem da maneira programada no tecido ou órgão, com a intensidade e no tempo do desenvolvimento do organismo escolhido. Também é possível usar promotores que superactivem o gene com o aumento ou redução da temperatura ou luminosidade ambiente;
- Podemos obter plantas resistentes a insectos pragas, a herbicidas, a metais tóxicos do solo, a fungos, ao amadurecimento precoce, com maior teor protéico e proteínas mais completas, óleos mais saudáveis, arroz com carotenos, etc.;
- O alimento pode ser enriquecido com um componente nutricional essencial, ,como por exemplo, o arroz geneticamente modificado que produz vitamina A.
- O alimento pode ter a função de prevenir, reduzir ou evitar riscos de doenças, através de plantas geneticamente modificadas, para produzir vacinas ou iogurtes fermentados com microorganismos geneticamente modificados que estimulem o sistema imunológico.
- Um microorganismo geneticamente modificado produz enzimas usadas na fabricação de queijos e pães, reduzindo o seu preço.
- São as plantas transgênicas que, com as suas defesas genéticas, representam a esperança de uma efectiva redução dos agrotóxicos dos custos de produção com o aumento de produção.
- As desvantagens da utilização dos OGM's são:
- Após a obtenção do organismo transgénico, segue-se a fase mais longa e dispendiosa, de cinco ou mais anos, e milhões de euros para selecionar e desenvolver o produto. Somente algumas empresas têm capacidade para arcadar (aguentar) com os custos necessários para lançar novos organismos transgénicos;
- Apesar de todas as precauções, os indivíduos seleccionadas pela comissão nacional técnica da biosegurança, os indivíduos de organizações contra os organismos geneticamente modificados ou até mesmo pesquisadores de áreas afins, temem que possam existir inconvenientes no futuro;
- Apesar de serem as plantas transgénicas cultivadas em 39,9 milhões de hectares e consumidas por milhões de pessoas há mais de dez anos sem inconvenientes, é fácil para organizações contra os organismos geneticamente modificados assustar, sem provas, os consumidores submetidos a propagandas movidas a milhões de euros. O público amedrontado acaba por pagar essas organizações para ser "informado";
- O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afectados.
- A uniformidade genética leva a uma maior vulnerabilidade do cultivo porque a invasão de pestes, doenças e ervas daninha é sempre maior em áreas onde se plantam o mesmo tipo de cultivo. Quanto maior for a variedade (genética) no sistema da agricultura, o sistema estará adaptado para enfrentar pestes, doenças e mudanças climáticas que tendem a afectar apenas algumas variedades.
- Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. A engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
- Os alimentos "orgânicos", isentos de agrotóxicos e transgénicos, parecem ideais, contudo a sua produção é mais cara, muito mais trabalhosa. Infelizmente os alimentos orgânicos foram os alimentos dados às vacas e aos porcos na Inglaterra que se contaminaram com graves doenças. Também o estrume de vaca usado na cultura de verduras "orgânicas" pode conter uma bactéria Escherichia coli 715 H7, que é letal.
Os produtos alimentares geneticamente modificados serão seguros?

"Os diferentes organismos geneticamente modificados são constituídos por genes diferentes inseridos de formas diferentes. Ou seja, significa que os produtos alimentares geneticamente modificados e a sua segurança devem ser estudados individualmente, o que não torna possível fazer afirmações generalizadas sobre a segurança de todos os produtos alimentares geneticamente modificados. Os produtos alimentares geneticamente modificados actualmente disponíveis no mercado internacional foram submetidos com sucesso a avaliações de riscos e não são susceptíveis de apresentar riscos para a saúde humana. Adicionalmente, não foram revelados efeitos sobre a saúde humana resultantes do consumo de tais produtos alimentares pela população geral dos países onde foram aprovados.
A base de avaliação de segurança dos produtos alimentares geneticamente modificados deve ser formada através de um rastreio de pós comercialização"
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