Esperança da Tecnologia

A população mundial cresceu muito nos fins do século passado e deu-se uma explosão demográfica, por isso tem sido repetida a ideia de que os alimentos não chegariam para alimentar todos os seres humanos que iam nascendo ao ritmo desse fim de século. Por esta razão, surgiu a recente necessidade de se produzirem novos alimentos, os chamados "alimentos transgénicos" que através de alterações genéticas levadas a cabo pela Engenharia Genética, aplicada à agricultura, podem crescer mais rápido ou em maiores quantidades e assim assegurar a continuação da espécie humana.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Associação dos Médicos adverte contra os trangénicos e pede moratória


"2009/05/19 - A Academia Americana de Medicina Ambiental (AAMA) levantou sérias dúvidas quanto à segurança dos transgénicos em termos da saúde humana e pediu uma moratória imediata à sua venda.

A AAMA analisou a ciência disponível e concluiu que "a relação entre os transgénicos e efeitos negativos na saúde é mais do que uma mera coincidência", e que a ligação causa-efeito "é confirmada em vários estudos em animais". Ainda segundo a AAMA, os riscos para a saúde são sérios e incluem a infertilidade, desregulação imunitária, envelhecimento acelerado, desregulação de genes associados à síntese do colesterol, à regulação da insulina, à comunicação celular e à síntese proteica, e ainda alterações hepáticas, renais e gastrointestinais.

A Dra. Jennifer Armstrong, presidente da AAMA, afirmou: "Os médicos provavelmente estão a encontrar estes efeitos nos seus doentes, mas não sabem colocar as questões correctas". Face a esta realidade a AAMA pediu a realização de estudos científicos independentes sobre as consequências de longo prazo dos transgénicos na saúde humana, para além de rotulagem generalizada. "


http://www.stopogm.net/?q=taxonomy/term/35

Definição de Organismo Geneticamente Modificado


Desde que se conhece o ser Humano tem recorrido a diversos processos de polinização cruzada e de cruzamentos planeados, de modo a seleccionar as características que mais lhe convinham, dependendo das suas necessidades, estando porém limitados às características existentes. No entanto, hoje em dia, graças à evolução do Engenharia Genética (nomeadamente da técnica de DNA recombinante) é possível fazer essas transformações de outra maneira.


Os OGM são organismos cujo material genético foi alterado inserindo uma nova porção de DNA proveniente de outro organismo , ou alterando os genes já existentes, de modo a que seja expressa uma nova proteína que confira ao OGM novas caractérísticas, mais favoráveis ao ser Humano.


Actualmente existe uma grande variedade de OGM, tanto animais como plantas, passando por bactérias que são usadas na industria farmacêutica para produção de medicamentos ou até mesmo géneros alimentícios (arroz dourado, tomate...) com maior valor nutritivo. As plantações modificadas são, também, mais desenvolvidas dando, assim, ao agricultor mais rendimento.

domingo, 25 de outubro de 2009

TRANSGÉNICOS: CORAGEM OU HIPOCRISIA?


Numa altura em que se reconhece – como aconteceu recentemente numa Conferência Mundial
– que é necessário duplicar a produção agrícola até 2050 para garantir a segurança alimentar
no mundo e quando a área de culturas geneticamente modificadas atingiu os 125 milhões de
hectares a nível mundial (+9.4% que em 2007), sendo a soja, o milho, o algodão e a colza as
culturas dominantes, creio que vale a pena reflectir na actual política europeia em matéria de
organismos geneticamente modificados.
Não porque partilhe da opinião que os transgénicos vão resolver a fome no mundo – essa é
uma outra questão – mas porque a biotecnologia é uma ferramenta de extrema importância
não só para a melhoria das produtividades agrícolas, introdução de culturas em áreas
naturalmente adversas (falta de água, problemas de salinidade…) mas também para a melhoria
da qualidade dos alimentos para animais e humanos, como a introdução de ómega 3, ácidos
gordos essenciais, redução de fósforo, potencialidades que podem e devem ir ao encontro das
novas e diferentes necessidades dos consumidores. No entanto, como qualquer nova
tecnologia tem de ser avaliada e monitorizada à luz de critérios científicos.
Mais do que nunca, quando assistimos a movimentos anti-transgénicos à porta de Embaixadas,
petições na Internet e grupos de cientistas a reiterarem as aprovações dos actuais eventos
com base nas avaliações de natureza científica (França e Alemanha), exige-se uma discussão
aberta, despolitizada e que permita a livre escolha da parte de produtores e de consumidores,
não recusando a experimentação e a investigação porque essa é a única forma de avaliar a
segurança dos novos eventos.
Não pode vencer a política do Ruído mas a da Educação e do Conhecimento!
A recente posição da Alemanha de proibir o cultivo do milho MON 810, o único autorizado até
agora na União Europeia, juntando-se à França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo,
constitui um recuo na política iniciada pelo Presidente Barroso em matéria de OGM. O
Presidente da Comissão sempre se bateu por uma política de abertura, baseada na avaliação
científica dos riscos efectuada pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos
Alimentos), reconhecendo que a Europa perdia terreno em matéria de biotecnologia face aos
EUA, pondo em causa a competitividade do Sector agro-alimentar, devido à menor
disponibilidade de matérias-primas para a alimentação, animal e humana, e o acesso ao
conhecimento e à inovação.
Recordem-se as conclusões do Grupo de Alto Nível (Sherpa), bem como os estudos
desenvolvidos pela Comissão (DG AGRI) e posteriormente por organizações europeias ligadas à
alimentação (animal e humana) e à produção pecuária sobre o impacto para a Fileira Pecuária
de não dispormos de uma política que ponha fim à tolerância zero a transgénicos ainda não
autorizados na UE mas com parecer positivo da EFSA e aprovados em países como os EUA,
Brasil ou Argentina ou de não podermos importar eventos que cada vez mais são plantados
fora do espaço europeu.
O impacto atinge montantes superiores a 2.5 biliões de € e esta será a factura a pagar pelos
europeus a manter-se a situação actual, o que nos deixa numa clara concorrência desleal face
aos nossos parceiros no mercado mundial. Porque a globalização é um processo irreversível,
até porque na situação de crise actual, têm predominado os apelos ao fim do proteccionismo e
mais regulação.
Não nos iludamos, o Mundo não vai esperar pela União Europeia que, ainda por cima se
vangloria de ter a legislação mais restritiva ao nível da aprovação de OGM. Mas são os Estadosmembros
que têm o poder de decisão e que agora pretendem autorizar ou proibir, em função
das sensibilidades das respectivas opiniões públicas e das suas próprias avaliações de risco,
explorando o facto dos estudos efectuados pela EFSA não colherem uma opinião unânime,
sobretudo em termos de impacto ambiental. Apesar da Autoridade Europeia já ter reiterado a
inocuidade destes eventos ao nível da saúde animal, humana e ambiente. Quanto à Comissão,
pouco pode fazer, sobretudo quando há cerca de um mês não conseguiu a maioria necessária
para o levantamento das proibições na Áustria e Hungria, mantendo-se a cláusula de
salvaguarda nesses países.
Neste quadro, não são de esperar grandes alterações a uma política que só prejudica a
Agricultura e o Sector Agro-Alimentar europeus, retirando-lhe competitividade e abrindo a
porta à entrada de carnes, leite e ovos provenientes de animais alimentados com matériasprimas
que os Estados-membros recusam na Europa.
Era bem melhor que os responsáveis políticos dos países anti-OGM e as organizações que os
apoiam explicassem às suas opiniões públicas esta realidade ou então que propusessem
simplesmente a proibição dessas importações.
Entretanto, não existem vencedores e vencidos. Todos perdemos e vamos seguramente pagar
essa factura, mais tarde ou mais cedo. E essa pode ser a diferença entre uma nova PAC pós-
2013, recentrando a Agricultura na sua nobre função de produção de alimentos, potenciando o
desenvolvimento de uma Agro-Indústria sustentável, que crie emprego e riqueza para o País
mas assegurando ao mesmo tempo, num Contrato com a Sociedade, a protecção da paisagem,
dos recursos naturais e do Ambiente, desenvolvendo, valorizando e dignificando o Mundo
Rural. Preparando de algum modo o “regresso ao campo”.
Pode ser que o futuro Parlamento Europeu e uma nova Comissão tenham uma outra visão e
outro “olhar” sobre um dossier de grande importância para todos nós. Até lá, a escolha parece
ser entre a Coragem e a Hipocrisia...



Lisboa, 23 de Abril de 2009
Engenheiro Agrónomo: Jaime Piçarra

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os alimentos geneticamente modificados representam riscos ou benefícios ao ser humano?


Falar sobre OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) envolve certa polémica, já que há interesses económicos de grandes empresas em vender esses produtos, com o objetivo de lucrar cada vez mais em menos tempo.

Os defensores dos alimentos transgénicos afirmam que o uso da engenharia genética, se bem utilizada, tem grande potencial para dar mais qualidade de vida às populações, pois pode aumentar a produtividade agrícola, beneficiar o meio ambiente e melhorar os alimentos e a saúde humana.

Já os que não aceitam os alimentos transgénicos, defendem que os organismos geneticamente modificados podem causar impactos imprevisíveis ao meio ambiente, irreversíveis e incontroláveis. Os estudos sobre esses produtos são insuficientes para prever o que pode acontecer com a saúde humana ou animal caso esses organismos sejam introduzidos na natureza.


Esta notícia foi retirada e adaptada do site: http://setenoticias.com/saude/alimentos-transgenicos-vantagens-ou-desvantagens.html

Esperamos que gostem e comentem.

As blogers: Ana Filipa Ruas, Patrícia Martins, Sara Sousa e Joana


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Olá! Criámos este blog no âmbito da disciplina de Biologia sob o tema base de " A Produção de novos alimentos ". O nosso objectivo é dar conhecer a todos os nossos visitantes um pouco mais sobre este tema e seus componentes, que iremos aprofundar ao longo deste ano , através de diversas pesquisas, noticias, curiosidades, imagens e videos.

Esperamos que com este blog também nós fiquemos a saber mais sobre este assunto e que consigamos responder a todas as dúvidas que surgirem, pois vamos ter uma caixa de comentários onde tentaremos esclarecer-vos.

Esperemos que gostem e que nos visitem muito!


Ass. Ana Ruas, Joana Moreira, Patricia Martins e Sara Sousa